ATM – Articulação TemporoMandibular

DEFINIÇÃO

Um conjunto heterogêneo de órgãos e tecidos, os quais devem atuar integrados e harmonicamente, de tal maneira que seus envolvimentos fisiológicos e patológicos são absolutamente interdependentes participando da mastigação, deglutição, respiração, fonação e postura. (Behsnilian, 1974).

 LOCALIZAÇÃO

As Articulações TemporoMandibulares são responsáveis pelos movimentos mandibulares. Você pode localizar suas ATMs colocando os dedos a frente dos ouvidos e abrindo a boca. Existem duas, uma do lado esquerdo e outra do lado direito. O nome Temporomandibular vem do contato entre a mandíbula (a parte móvel) e o osso temporal que é fixo ao crânio. O disco articular cartilaginoso fica interposto entre os dois ossos impedindo o contato direto e amortecendo os movimentos mandibulares.

Figura 1. Anatomia da ATM. A ATM é uma articulação deslizante e é a mais utilizada do corpo humano. A porção arredondada da parte final da mandíbula é chamada de côndilo. A cavidade é chamada de fossa articular. Entre o côndilo e a fossa existe um disco formado de cartilagem que atua como uma almofada para absorver o estresse mecânico e permite que o côndilo se mova facilmente quando a boca se abre e se fecha.

ATM

Figura 2. Articulação Temporomandibular – posição normal fechada. O osso mandibular é separado do crânio por um disco flexível que atua amortecendo o impacto quando falamos, mastigamos e engolimos.

Figura 3. Articulação Temporomandibular – posição normal aberta. O disco permanece em posição quando a mandíbula é usada.falamos, mastigamos e engolimos.

Figura 4. Articulação Temporomandibular – anormal. O disco é puxado para frente quando a mandíbula está sendo usada, causando a crepitação devido aos ossos que se atritam.

MOVIMENTOS MANDIBULARES

A articulação temporomandibular executa dois tipos de movimentos, rotação e translação.

Movimento de rotação A rotação ocorre quando o côndilo se movimenta em torno de um eixo fixo, se articulando contra a superfície inferior do disco articular, portanto, este movimento ocorre na cavidade ou compartimento articular inferior da articulação. O movimento de rotação da mandíbula pode ocorrer nos planos horizontal, frontal (vertical) e sagital. O movimento mandibular em torno do eixo horizontal pode ocorrer na abertura e no fechamento da boca. É chamado de movimento de dobradiça, no qual se observa o movimento de ambas as articulações em volta de um único eixo de rotação. Este movimento raramente ocorre durante o funcionamento normal. O movimento em volta do eixo frontal ocorre quando a mandíbula se desloca lateralmente, assim, um côndilo de desloca em direção à eminência articular e o outro permanece no eixo de rotação frontal. Devido à inclinação da eminência articular, o movimento lateral da mandíbula está associado ao movimento do côndilo orbitante para baixo (côndilo contrário ao lado para o qual a mandíbula se deslocou), gerando outro eixo terminal de rotação no plano sagital.

Movimento de translação A translação pode ser definida como um movimento de um corpo em que todas as partes têm, em cada instante, a mesma velocidade e direção. A translação ocorre na cavidade ou compartimento articular superior, entre a superfície superior do disco articular e a superfície inferior da fossa articular. Durante os movimentos normais, a mandíbula está rotacionando em torno de um ou mais eixos e cada um dos eixos esta transladando. Isso resulta em movimentos extremamente complexos nos quais ambas as articulações sempre estão em atividade simultânea, porém raramente os movimentos são idênticos e conjuntos.

A MANDÍBULA PODE REALIZAR MOVIMENTOS DE: 

Abertura O movimento de abertura se inicia com o relaxamento dos músculos elevadores: masseter, pterigóideo medial e fibras anteriores e médias dos temporais, seguido do relaxamento dos músculos retratores que são as fibras posteriores dos temporais. Ao mesmo tempo, ocorre contração dos pterigóideos laterais inferiores, seguida de uma ação forte dos músculos supra-hióideos, principalmente o digástrico, proporcionando uma trajetória condilar para frente e para baixo, até que se atinja a abertura máxima. Nesta fase, o osso hióideo é estabilizado pela ação dos infra-hióideos.

Fechamento O fechamento se inicia com o relaxamento dos músculos depressores, principalmente, o digástrico e os pterigóideos, de forma sincrônica ocorrem à contração dos músculos elevadores: masseter, pterigóideo medial, fibras anteriores e médias dos temporais, determinando o fechamento inicial com o movimento ascendente da mandíbula, levando o conjunto côndilo/disco a deslizar pela face articular em direção à porção profunda da fossa mandibular, numa trajetória para cima e para trás. Enquanto o mento descreve uma trajetória para cima e para frente. Na fase final, as fibras posteriores do temporal se contraem provocando retração final da mandíbula. Durante o movimento de fechamento e abertura o músculo pterigóideo lateral superior e inferior atuam antagonicamente. Na abertura o pt. lateral inferior está ativo e durante o fechamento o pt. lateral superior está ativo para evitar que o disco articular volte para sua posição repentinamente e lesione a zona bilaminar que é rica em vasos, nervos e artérias.

Protrusão O movimento protrusivo envolve o deslocamento condilar para frente, devido à ação dos músculos pterigóideos laterais, e para baixo, segundo o ângulo ditado pela vertente anterior da fossa articular e pelo padrão de deslocamento do disco articular. Existindo dentes anteriores, após um pequeno deslocamento protrusivo da mandíbula, haverá contato entre a borda incisal dos dentes inferiores e a face palatina dos dentes superiores. Na continuidade do movimento mandibular, esse contato orientará um deslizamento dos dentes inferiores em direção à borda incisal dos superiores. O deslocamento do côndilo para baixo cria um espaço entre os dentes posteriores, que é denominado espaço de Christensen. Ao abaixamento mandibular posterior, durante o movimento de protrusão, denomina-se fenômeno de Christensen.

Excursões Laterais  O lado para o qual a mandíbula se desloca é o lado de trabalho, esse nome é usado para definir o movimento nos dentes. Para o côndilo, definimos como movimento de Bennett, ou seja, o que ocorre no côndilo do lado para o qual a mandíbula se desloca. Nos dentes, o lado contrário ao lado de trabalho é o lado de balanceio e no côndilo de balanceio o que se forma é o ângulo de Bennett (que é observado no plano horizontal).

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Manual Projeto Homem Virtual, Articulação Têmporo-Mandibular
Imagens ICOC

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