Autismo – Transtorno do Espectro Autista

Segundo o DSM-5 (Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais), o Transtorno do Espectro Autista é um Transtorno Mental que leva a déficits significativos no comportamento e comunicação social. O TEA (Transtorno do Espectro Autista) não tem cura, o indivíduo nasce com a dificuldade e quanto mais cedo o diagnóstico e tratamento forem feitos, mais os sintomas se atenuam e mais integrado a sociedade ele poderá estar. A causa não é única e envolve vários fatores como questões ambientais, genéticas, hereditárias, entre outros.autismoDiagnóstico

O Diagnóstico pode ser feito antes dos 3 anos de idade, quando alguns sintomas clássicos já estão presentes. Nos Estados Unidos pode-se diagnosticar um autista aos 18 meses, mas aqui no Brasil o diagnóstico costuma ser fechado entre 4 e 5 anos de vida, geralmente quando a criança sai do contato apenas com os familiares e passa a frequentar ambientes sociais até então desconhecidos por ele, como por exemplo, a escola.

Esse diagnóstico deve ser realizado de forma multidisciplinar (fonoaudiólogo, psicólogo e médico) e consiste em aplicação de testes específicos, escalas, observação da criança e questionários aplicados à família e educadores. Reunindo todas as informações e todos os pareceres profissionais, obtemos o resultado e inicia-se o acompanhamento.

Sinais mais comuns

Lembrando que os sintomas variam muito de indivíduo para indivíduo. A ausência de fala, por exemplo, é um sintoma que não ocorre em todos os casos. E a presença de apenas um sinal não caracteriza o Autismo.

  • Dificuldade em se relacionar com outras crianças
  • Forma distante de se relacionar com as pessoas em geral, inclusive familiares próximos como mãe e pai
  • Resistência à mudança de rotina
  • Não usa a fala para se comunicar
  • Sensibilidade ao ruído
  • Às vezes pode agir como uma pessoa surda não respondendo quando é chamado
  • Pode resistir a aprendizados específicos como obedecer regras simples
  • Falta de medo em situações que apresentam riscos como atravessar a rua na frente de um carro
  • Riso sem razão aparente
  • Evita o contato visual
  • Obsessão a determinadas situações, objetos ou parte de objetos
  • Jogo repetitivo e estranho como sacudir o corpo ou girar objetos
  • Hiperatividade

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Prevalência

Não há um estudo de prevalência de casos no Brasil, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) estima-se que há 2 milhões de indivíduos acometidos, sendo em torno de 4 meninos para cada 1 menina.

Escolarização

Antigamente apenas escolas especiais aceitavam esses alunos. Atualmente, as políticas públicas apresentam novas formas de educação. Existe uma Lei, conhecida por Lei Berenice Piana, que garante a proteção dos direitos do autista, não podendo nenhuma escola regular negar a matrícula, proíbe a cobrança por tutores em sala de aula e também garante a presença de um tutor para auxiliar o aluno quando comprovada a necessidade desse profissional.

Há 3 graus de Autismo: Leve, moderado e severo, e é o grau que definirá qual a melhor forma de inserir esse paciente na vida acadêmica, qual a melhor opção para escolarização.

Como não existe um modelo que funcione para todos os casos, cada um terá sua necessidade escolar e melhor adaptação nessa ou naquela circunstância. Autistas leves, geralmente se encaixam melhor na escola regular, os moderados podem estudar na escola regular e ter no contra turno a escola especial e/ou o atendimento especializado, os severos normalmente se encaixam melhor nas escolas especiais. Mas repito, que não existem regras e que o único fato é que esses pacientes precisam de acompanhamento de profissionais especializados precocemente, inclusive para orientar e apoiar a família e educadores.3anos21

O mais importante é que não podemos permitir o isolamento e exclusão desses indivíduos. Mesmo em casos onde é extremamente difícil o ingresso nos ambientes sociais, ele se faz necessário e aos poucos, com as devidas orientações e execuções corretas das ações, as dificuldades se atenuam.img-588344-marcos-mion-desabafa-sobre-filho-autista-nao-tente-nos-curar20140227131393517039

Texto produzido por DANIELA BORGES 

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Fonte: Palestra da Dra Lúcia Pereira Leite no CONEFAM/2016

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