Avaliação da Fala: Análise dos dados

A análise da avaliação da fala do paciente deve indicar quais seus padrões de articulação, com vista ao planejamento e implementação do programa de correção. Para orientar o diagnóstico e terapia, ela deverá dar subsídios, que lhe permitam saber: com quais sons iniciará o treinamento, quais áreas deverão ser mais enfatizadas no trabalho de todos ou de alguns fonemas (se a auditiva, motora, proprioceptiva etc.) e que pistas facilitarão o trabalho com cada fonema.

Desta forma, uma análise cuidadosa deverá considerar os seguintes aspectos:

  • Performance do paciente: estabelecer comparação com a hierarquia de aquisições.
  • Análise dos erros:  informa a severidade do problema e especifica o tipo de erro.
  • Análise da consistência dos erros: a inconsistência pode se apresentar de duas formas: ou um determinado fonema ora é corretamente, ora não; ou para um mesmo fonema, o paciente apresenta múltiplas formas de erro. 
  • Análise cinestésica dos sons errados: a fim de sabermos como estão sendo produzidos estes sons deve ser feita uma descrição de cada produção inadequada.
  • Análise quanto ao tipo de situação e material comunicativos:  aqui estão envolvidas observações de vários itens:

a) Comparação da fala do paciente em situações distintas

b) Comparação dos erros (nomeações , repetições, elaboração e velocidade)

c) Comparação da emissão de palavras significativas, com sons emitidos isoladamente, em sílabas e palavras sem sentido.

d) Comparação de erros em emissões espontâneas e por repetição

Esses dados auxiliarão na terapia, no sentido de ajudar a encontrar a forma mais fácil para reproduzir o som corretamente. Os fonemas devem ser apresentados em uma progressão: antes isolados, depois em sílabas e por fim em palavras, anotando-se sua performance em cada diferente tipo de estimulação.

Finalmente, a fala do paciente deverá ser analisada com relação ao seu ambiente, para que se observem dados como: a quantidade e tipo de estimulação recebida, a adequacidade dos modelos da fala aos quais está exposto, as recompensas pelos seus esforços para falar e sua necessidade em falar.

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Bibliografia

Spinelli VP, Massari IC, Trenche MCB. Temas em Fonoaudiologia. 9ª ed.
São Paulo: Loyola; 1989. Cap. Distúrbios Articulatórios.

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