O falar…

O controle motor da fala decorre da integração dos sistemas motor, sensório e auditivo. É influenciado pelo crescimento e desenvolvimento músculo-esquelético e pela maturação neural, nos primeiros anos de vida, havendo, assim, um aprimoramento gradual da produção motora da fala (ROBBINS, KLEE, 1987). As demais funções estomatognáticas de respiração, sucção, mastigação e deglutição vão dando suporte para seu aperfeiçoamento, por meio do processo de maturidade da tonicidade e da mobilidade (WERTZNER, 1994).

Para a fonação acontecer de maneira adequada, o indivíduo deve possuir, além de adequada função cerebral, também boas tonicidade e mobilidade da musculatura orofacial, pois os sons produzidos no órgão da fonação são controlados, moldados e articulados pela interferência da laringe, faringe, cavidade oral e nasal (MARCHESAN, 1993).

Desse conjunto de órgãos utilizados para a fonação, a boca desempenha o articulador fonético. A posição da língua e sua capacidade de se movimentar, a presença e a posição dos dentes, a movimentação dos lábios e das bochechas, são condições imprescindíveis para a inteligibilidade do som. Além disso, para a articulação correta de cada sílaba, é necessária posição mandibular que proporcione em espaço interdental a fala produzida (MARCHESAN, 1993).

O prejuízo de mobilidade dos elementos do sistema sensório motor oral causam alterações na articulação da fala (SANTOS et al., 2000; FELÍCIO et al., 2003). Portanto, se houver intercorrências na estrutura anatômica facial, refletirá na função executada (TANIGUTE, 2005).

Fan Page no Facebook

Para ajudar em sua pesquisa e consulta em Fonoaudiologia criamos uma Fan Page no Facebook. Nesta página, publicações serão expostas e comentadas em Educação Continuada, podendo estreitar perguntas e respostas e ainda tirar as muitas dúvidas de sua terapia fonoaudiológica. Venha participar você também!

Curta: https://www.facebook.com/fonoaudiologiaericasitta .

Bibliografia

Robbins J, Klee T. Clinical assessment of oropharingeal motor development in young children. J Speech Hear Disord. 1987;52(3):271-7.

Wertzner HF. Articulação e suas alterações. In: Kudo AM, Marcondes E. Fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacionalem pediatria. São Paulo: Sarvier; 1994. p. 108-14.

Marchesan IQ. Motricidade oral: visão clínica do trabalho fonoaudiológico integrado com outras especialidades. São Paulo: Pancast; 1993. p. 21-38.

Santos LK, Avila CRB, Cechella C, Morais Z. Ocorrência de alterações de fala, do sistema sensorimotor oral e de hábitos orais em crianças pré-escolares e escolares da 1ª série do 1º grau. Pro-Fono. 2000;12(2):93-101.

Felício CM, Medeiros APM, Ferreira JTL. Análise da associação entre sucção, condições miofuncionais orais e fala. Pró-Fono 2003;15(1):31-40.

Tanigute CC. Desenvolvimento das funções estomatognáticas. In: Marchesan IQ. Fundamentos em fonoaudiologia: aspectos clínicos da motricidade oral. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. p. 1-6.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s