Por que os Fonoaudiólogos começaram a diferenciar os tipos de deglutição?

Os dentistas, na tentativa de conter as recidivas após os tratamentos ortodônticos, iniciaram programas de reabilitação muscular por entenderem que músculos orais mal posicionados, ou funcionalmente desequilibrados, interferiam no posicionamento dos dentes. Após um certo tempo aplicando exercícios nos pacientes, os dentistas começaram a ensinar estes programas para outros profissionais. Entre tais profissionais incluíram-se os fonoaudiólogos que, por sua vez, não só utilizaram os exercícios criados pelos dentistas, como criaram outros, além de desenvolverem outras técnicas para reeducar os músculos da face, e ainda para trabalhar com as funções orais que estivessem inadequadas.

Os profissionais que trabalhavam nesta área acreditavam que, se os músculos faciais
tivessem um bom tônus, se as estruturas moles estivessem bem posicionadas e, se as funções ocorressem de forma adequada, não surgiriam mais recidivas. No entanto, mesmo após a reeducação muscular, ainda ocorriam recidivas. A dúvida permanecia, será que o problema da recidiva é resultado da aparatologia, dos músculos, das funções, de mais de um fator ou de outras causas desconhecidas?

Com estas perguntas, dentistas e fonoaudiólogos, através de pesquisas e das experiências clínicas, tentaram, e tentam até o momento, compreender as causas das recidivas e quais podem ser as ações mais eficientes para contê-las. A função de deglutir sempre pareceu ser, para os dentistas, a mais prejudicial para o sistema estomatognático, embora a literatura faça referência aos prejuízos causados não só pela deglutição mas também pela respiração bucal, mastigação e fala, quando alteradas.

Os dentistas, de maneira geral, entendem que deglutir atipicamente é projetar a língua
contra ou entre os dentes. Os fonoaudiólogos classificam a deglutição como atípica, (https://ericasitta.wordpress.com/2012/05/07/qual-a-diferenca-entre-degluticao-atipica-e-degluticao-adaptada/) não só quando encontram projeção, mas também com base em outras características .

As características de atipia mais descritas na literatura fonoaudiológica são: interposição
lingual, contração de periorbicular, não contração do masseter, contração de mentalis,
interposição do lábio inferior, movimento de cabeça, e ruído. Todas estas características são consideradas como atipias quando ocorrem enquanto o sujeito deglute. Encontrar resíduos na cavidade oral, após deglutir, também tem sido descrito como uma forma de atipia.

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Bibliografia

http://www.cefac.br/library/artigos/9e89fc59acbd3e0a12444e910760ba87.pdf

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