Qual é o padrão de normalidade da mastigação?

A duração e frequência do ciclo mastigatório variam de acordo com o tipo e consistência do alimento, bem como estão relacionadas com a qualidade neuro-muscular e com o tipo facial do indivíduo (DUARTE, 2000).

Proffit (1995) e Bianchini (1995) concordam que nos indivíduos com face curta (crescimento predominantemente horizontal) observa-se maior vigor, potência e força durante a mastigação, todavia, nos indivíduos com face longa (crescimento predominantemente vertical) nota-se uma mastigação com menor força de mordida e potência.

   Face Curta                                      Face Longa

          

Segundo Posselt (1973) o número de vezes que o bolo alimentar pode ser mastigado até a realização da deglutição, varia entre os indivíduos. Porém, o número e tempo de golpes mastigatórios são constantes no mesmo indivíduo. Algumas pessoas mastigam mais demoradamente que outras, entretanto os hábitos mastigatórios individuais parecem ser tão estáveis que mesmo diante da perda de dentes, o número de movimentos mastigatórios permanece inalterado, ou seja, o efeito da perda de dentes não é compensado por uma mastigação mais prolongada (DUARTE, 2000), mas ela poderá ficar ineficiente por esta ausência.

Quanto maior o número de ciclos com contatos dentários durante a mastigação, maior a eficiência mastigatória (DUARTE, 2000).

Entre pessoas saudáveis, com dentadura natural completa, Posselt (1973), estabeleceu :

  • Somente 10% apresentam mastigação bilateral simultânea.
  • Enquanto 75% apresentam um padrão mastigatório bilateral alternado e nos 15% restantes, a mastigação é somente unilateral, direita ou esquerda.

Para Oncins, Freire e Marchesan (2006) as médias das idades pela preferência mastigatória não é estatisticamente significante. Não havendo diferença de valores da eletromiografia entre os voluntários adultos (de 25 a 46 anos). Entretanto, dos indivíduos, 65,4% mastigaram mais à direita, e 34,6% mais à esquerda. Ou seja, 100% dos indivíduos apresentaram mastigação preferencial de um dos lados. Utilizando os dados encontrados neste trabalho, pode-se pensar que se pode mastigar mais de um lado do que do outro sem que exista uma alteração prévia do Sistema Sensório Motor Oral.

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Bibliografia

Duarte LIM. Relação entre maloclusão e mastigação [monografia]. Londrina (PR): Centro de Especializaçãoem Fonoaudiologia ClínicaMotricidadeOral; 2000.
Proffit WR. Ortodontia Contemporânea. Rio de Janeiro, Guanabara
Koogan, 1995. 596p.

Bianchini EMG. A cefalometria nas alterações miofuncionais orais:
diagnóstico e tratamento fonoaudiológico. Carapicuiba, Pró-Fono, 1995.
79p

Posselt U. Fisologia de la oclusion y rehabilitacion. Barcelona: Editora Mallat Desplats; 1973.

Oncins MC, Freire RMAC, Marchesan IQ. Mastigação: análise pela eletromiografia e eletrognatografia: seu uso na clínica fonoaudiológica. Disturb. Comum. 2006;18(2):155-65.

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