Terapia respiratória (parte II)

Após a limpeza nasal com soro fisiológico e massagens de alívio da congestão nasal explicados no post anterior (https://ericasitta.wordpress.com/2012/01/04/terapia-respiratoria-parte-i/) deve-se dar início  ao trabalho respiratório abaixo.

Adequação do tipo respiratório

A instalação do tipo respiratório deve ser feita logo após a prática de um relaxamento, pois este permitirá ao indivíduo perceber o que vem a ser a respiração inferior, média, superior ou associada.

Em estado de repouso ou relaxamento, consegue-se normalmente manter o padrão adequado. As tensões, ansiedades e preocupações do dia-a-dia é que levam às alterações geralmente manifestadas (FERREIRA, 2002).

  • Aprendendo a respiração diafragmática (inferior)

1. Na posição deitada com as mãos apoiadas no diafragma e no centro do peito, tente fazer o movimento ântero-posterior e lateral expandindo a caixa torácica. Esteja consciente do movimento.

2. Após a percepção da movimentação correta, coloque sobre a região diafragmática um livro (ou outro objeto não muito pesado). Inspire lentamente fazendo com que o livro se eleve e em seguida expire sentindo que o livro lentamente se abaixa.

3. Repita o exercício nas posições sentada e em pé. Tente efetuar os exercícios com um pouco de água na boca a fim de evitar a saída de ar oralmente. É fundamental respirar apenas pelo nariz (uma vez que é através das narinas que o ar tem condições de se purificar).

Treino da capacidade respiratória

Além do treino respiratório diário é importante incentivar o paciente a realizar algum esporte ou treinamento físico auxiliando o aumento da capacidade respiratória.

O volume de ar total depois de uma inspiração máxima caracteriza a sua capacidade respiratória. E para aumentar a quantidade da entrada de ar deve-se treinar o controle respiratório.

Os exercícios serão denominados contagem  e a passagem de uma contagem para outra deve ser feita sem que haja esforço. A contagem vem a ser um trabalho com inspiração (entrada do ar), retenção e expiração (saída do ar). As pausas vem a ser uma pequena parada dividindo a inspiração da expiração (serão representadas por /).

Exemplos:

Contagem (1)

  1. Entrada
——— Saída
  1. Entrada rápida
——— Saída rápida
  1. Entrada lenta
——— Saída Lenta
  1. Entrada lenta
——— Saída Rápida
  1. Entrada rápida
——— Saída Lenta

Contagem (2)

  1. Entrada
– Retenção – Saída
  1. Entrada rápida
– Retenção – Saída rápida
  1. Entrada lenta
– Retenção – Saída Lenta
  1. Entrada lenta
– Retenção – Saída Rápida
  1. Entrada rápida
– Retenção – Saída Lenta

Contagem (3)

1/ 2 3 4 5 6 – Retenção – 1 2 3 4 5 6
1 2/ 3 4 5 6 – Retenção – 1 2 3 4 5 6
1 2 3/ 4 5 6 – Retenção – 1 2 3 4 5 6
1 2 3 4/ 5 6 – Retenção – 1 2 3 4 5 6
1 2 3 4 5/ 6 – Retenção – 1 2 3 4 5 6
1 2/ 3 4/ 5 6 – Retenção – 1 2 3 4 5 6
1/ 2/ 3 /4/ 5/ 6 – Retenção – 1 2 3 4 5 6
1 2 3 4 5 6 – Retenção – 1/ 2 3 4 5 6
1 2 3 4 5 6 – Retenção – 1 2/ 3 4 5 6
1 2 3 4 5 6 – Retenção – 1 2 3/ 4 5 6
1 2 3 4 5 6 – Retenção – 1 2 3 4/ 5 6
1 2 3 4 5 6 – Retenção – 1 2 3 4 5/ 6
1 2 3 4 5 6 – Retenção – 1 2/ 3 4/ 5 6
1 2 3 4 5 6 – Retenção – 1/ 2/ 3 /4/ 5/ 6

É importante iniciar a técnica pela contagem (1) e iniciar a contagem (2 e 3 sucessivamente) após o vencimento completo da etapa sem nenhuma dificuldade.

Bibliografia

Ferreira LP. Temas em Fonoaudiologia – Respiração: tipo, capacidade e coordenação pneumo-fono-articulatória. São Paulo: Loyola; 2002.

2 respostas em “Terapia respiratória (parte II)

  1. Pingback: Terapia respiratória (parte III) – Respiratórios do Yoga | Aprendendo com Erica Sitta

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